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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Churrasco de Final de Ano - Associação Nova Projeto




No último dia de aula, alunos, professores e funcionários, comemoraram com um churrasco. Quem pilotou a churrasqueira foi a Cris a nossa mais nova funcionária. O almoço foi completo com risoto de legumes, salada e farofa, especialidade da Jú e de sobremesa sorvete Após o almoço todos se divertiram com uma baladinha animada.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Brindes da Ambev - Associação Nova Projeto

















Hoje no período da tarde, os nossos alunos deram continuidade a confecção dos brindes encomendados pela Ambev. Aos poucos as peças vão tomando forma. É um trabalho que exige habilidade paciência e capricho. Tentei fazer e tive dificuldade. As peças são forradas com pequenas tiras de papel. A qualidade do trabalho realizado pelos nossos jovens está muito acima do esperado. Os que não possuem essa habilidade auxiliam em outras tarefas. O importante é que tem atividades para todos.

Os jovens que frequentam os nossos programas estão sendo preparados para um futuro encaminhamento para o mercado de trabalho.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um dia para recordar - Associação Nova Projeto

Aniversário da Monica - Não deu para todos sairem na foto. Foi um tal de empura empurra que acabou em gargalhadas. O bolo era de chocolate crocante com sonho de valsa no recheio. Estava delicioso.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Dignóstico de Autismo - Associação Nova Projeto

Outro dia recebi o telefonema de uma mãe aflita que tinha acabado de receber o diagnóstico do filho com dificuldade de acompanhar a classe. Até aquele momento estudava em escola regular com alguns problemas de comportamento, mas aceito na escola. Orientada pela psicóloga a procurar um médico especialista para uma avaliação,recebeu o diagnóstico: seu filho é autista. Desorientada procurou auxilio na própria escola . De imediato foi orientada a retira-lo da escola regular e procurar uma escola especializada. Recebeu uma relação de escolas especiais que inclusive indicava a nossa. Estava nervosa porque as escolas especializadas no atendimento de crianças autistas, estavam com lista de espera. Nesse momento perguntei a idade da criança. Cinco anos me respondeu.

Como atendemos a partir dos 14 anos de idade também não poderíamos ajuda-la.


Recomendei que enquanto não conseguisse vaga em escola especializada, deveria procurar uma escola pequena, com poucos alunos por grupo que aceitasse seu filho. Paralelamente procurar atendimento clínico de apoio para as dificuldades mais especificas da criança. Ficou muito agradecida e até comovida como se a atenção e a orientação fosse algo fora do habitual.

Esta é uma situação que acontece diariamente na nossa escola. Famílias com filhos especiais desorientadas procurando ajuda. Como faz parte do nosso trabalho, a orientação familiar, quem nos procura não sai sem ser ouvida e orientada. A família se sente mais segura por receber ajuda e nós nos sentimos recompensadas por poder ajudar.


O Autismo é uma disfunção neurológica de base orgânica, que afeta a sociabilidade, a linguagem, a capacidade lúdica e a comunicação” (Classificação Internacional de Doenças, publicada pela Organização Mundial de Saúde)

Durante muitos anos acreditou-se que a causa era emocional, resultado de problemas de relacionamento mãe e filho. Esse conceito mudou. Atualmente é tratado como causa orgânica. Crianças com quadro de autismo tratadas cedo, com atendimento clínico nas áreas onde apresenta dificuldades associado à educação especializada, podem chegar à idade adulta com poucas características de autismo. Esse desenvolvimento vai variar de acordo com o grau de comprometimento. Enquadra-se também como manifestação de autismo a Síndrome de Asperger considerada uma forma leve da doença. Pessoas com esse diagnóstico desenvolvem uma personalidade diferenciada. São introvertidas apresentam dificuldade de relacionamento, são perseverativas e emocionalmente instáveis. Essas características vão variar de individuo para individuo.

Raphaela Viggiani Coutinho

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Carnaval 2011 - Associação Nova Projeto


Os meninos preparam as máscaras.

Com o calor que tem feito aqui em São Paulo a maior parte da nossa programação acontece no pátio da escola. Hoje os alunos passaram algumas horas preparando as fantasias e a decoração para o baile de carnaval da escola que será na próxima sexta feira.




Elizandra experimenta um novo penteado na amiga.



Os adornos são feitos com criatividade.


Colares com contas coloridas são montados pelas meninas.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cotas para pessoas com necessidades especiais -inclusão no mercado de trabalho - Associação Nova Projeto






A Mariana veio esta tarde nos visitar. Está feliz trabalhando em uma drogaria em São Paulo. Participou do nosso curso de capacitação profissional que terminou no final de 2010. Fez questão de falar com o novo grupo de alunos sobre sua rotina diária no emprego e de como o curso que fez a tem ajudado no trabalho.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Inclusão de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho- Associação Nova Projeto.





Professora recebe ex-aluna dos nossos cursos de capacitação profissional que trabalha no Supermercado Dia e na oportunidade colheu este depoimento " Gosto do trabalho que faço.Sou independente,os clientes me chamam para atende-los e os meus colegas gostam de mim.Estou de férias mas preocupada com meus clientes que só querem ser atendidos por mim. Sou muito agradecida pelo curso que fiz na Nova Projeto. Me ajudou muito a conseguir um emprego"

Tenho lido muitos artigos sobre o processo de inclusão de pessoas com deficiência nas escolas, no trabalho e nos espaços sociais . Com alguns artigos eu concordo inteiramente, mas com outros me preocupa a forma leviana e teórica com que o assunto é abordado. Alguns dias atrás lí um artigo que tratava do preconceito contra pessoas com deficiência intelectual . A abordagem inicial até foi fundamentada mas no desenrolar da matéria ele criticou as escolas especializadas como espaços de segregação. As pessoas que fazem esses comentários desconhecem o papel que as escolas especiais desempenharam ao longo dos anos na vida de milhares de deficientes. A 40 anos atrás sim existia o preconceito, o desconhecimento e a exclusão do deficiente em todos espaços da sociedade. Se uma família tivesse um filho deficiente, este ficava escondido em casa sem nenhuma oportunidade de convívio social. O atendimento educacional para essas pessoas não existia. Foram as APAES que iniciaram a mudança deste cenário. É injusto desconhecer o papel histórico que desempenharam na vida de muitas crianças. Outras escolas especializadas também contribuiram para o movimento de inclusão social que vivemos hoje. A Associação Nova Projeto é uma escola de Educação Especial que acredita na inclusão social e se orgulha do trabalho educacional que desenvolve. Certamente fazemos a nossa parte com responsabilidade neste cenario de inclusão social
Raphaela V. Coutinho
pedagoga

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Escola especializada - Associação Nova Projeto







Logo cedo enquanto o dia não esquenta as professoras aproveitam o pátio para os exercícios físicos . Nesta manhã fizeram uma gincana entre meninos e meninas. Foi uma competição disputada.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Doença mental e deficiência intelectual - diferença

Diariamente em função do programa de capacitação profissional que oferecemos, analisamos diversos diagnósticos para selecionar as pessoas que se enquadram nas exigências da lei de cotas, para encaminhamento ao mercado de trabalho. Estabelecer a diferença entre as duas patologias, deficiência intelectual e doença mental, nem sempre é tarefa fácil, pois envolve aspectos difíceis de serem definidos e separados. Pessoas que nos procuram com laudo medico de doença mental, têm dificuldade em aceitar que não se enquadram nas cotas para deficientes. Muitas pessoas confundem esses dois diagnósticos. Contudo, neste momento, a lei de cotas para inclusão no mercado de trabalho é destinada para pessoas com deficiência.
Definição de Deficiência Intelectual da AAIDD American Association on Intellectual and Developmental Disabillities ( Associação Americana de Deficiência Intelectual e do Desenvolvimento).
“A Deficiência Intelectual é definida como limitações importantes que afetam o funcionamento intelectual, significativamente abaixo da média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, auto cuidados, competência doméstica, habilidades sociais, interpessoais, uso de recursos comunitários, auto suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança. O inicio deve ocorrer antes dos 18 anos”.
Essa definição, adotada para diagnostico de deficiência intelectual, não considera apenas o QI baixo como até a pouco era diagnosticado, mas também, uma avaliação abrangente das habilidades e dificuldades da pessoa deficiente em se relacionar com o meio ambiente, na execução das atividades diárias, nos cuidados pessoais, no aprendizado acadêmico e na atuação no meio onde vive.
Exemplificando, as pessoas com deficiência intelectual se relacionam com o mundo de forma diferenciada da maioria das pessoas. São mais lentas, levam mais tempo para aprender ou seja precisam de apoio na escola e no trabalho. Essas dificuldades variam de intensidade podem ser leves ou mais acentuadas. As mais leves são mais difíceis de serem identificadas, porque não são evidentes. São a principio observadas pelas famílias e posteriormente diagnosticadas na idade escolar. Assim, nas diversas formas que se apresentam, vão precisar de mais ou menos apoio. A deficiência intelectual não é uma doença mas, uma incapacidade intelectual, em determinadas áreas de acordo com o comprometimento de cada pessoa.
Doença Mental.
Não deve ser confundida com deficiência intelectual, a diferença é que na doença mental a pessoa perde a noção de si mesma e da realidade a sua volta. Pode ser mais branda ou mais severa ocasionando muitas vezes dificuldade de raciocínio lógico e concentração. Essas pessoas apresentam humor variado e grande dificuldade de relacionamento. São as psicoses, as depressões, a síndrome do pânico, as esquizofrenias. Esses casos devem ser tratados com medicação e com atendimento terapêutico. A doença mental não é caracterizada como deficiência mas como doença. Apesar de ser um quadro diferente da deficiência mental, algumas pessoas possuem as duas patologias. Por exemplo, é possível que uma pessoa tenha deficiência intelectual associada a um quadro depressivo, assim como a doença mental mais grave pode ocasionar um limite intelectual.
Tenho observado no meu dia a dia, que a pessoa com diagnóstico de doença mental, dependendo do nível de comprometimento, também vai precisar de apoio e oportunidades. É importante que os profissionais responsáveis pela emissão de laudos médicos considerem os limites intelectuais ocasionados pela doença mental. Nos dois diagnósticos, são pessoas que, com apoios adequados, poderão ser produtivas e integradas socialmente.


Associação Nova Projeto

raphaela@escolaprojeto.com.br
Raphaela Viggiani Coutinho